Os Torcedores
O futebol hoje move o mundo. Torcedores gritam, pulam, comemoram, sofrem, choram, enfim, se apegam aos seus times e ídolos.
Um dos encantos desse esporte é justamente a diferença de paixão, é a diferença
de torcida, é o torcedor escolher uma cor de camisa. Se acabarmos com a
torcida, o futebol acaba, pois a paixão é o que move o esporte, sem torcida não
há razão de existir a competição. É o torcedor que compra o produto futebol.
Em nosso primeiro texto deste blog iremos falar de
diferentes torcedores apaixonados que levam seus clubes a outros patamares
Falaremos da origem de palavras e expressões... Tenham uma boa leitura...
Torcedor fanático,
corneteiro ou tocador de flauta?
Torcedor
Termo oriundo do latim, do verbo "torquere", com o seguinte significado original: torcer, desvirtuar, distorcer, adulterar, tornar, virar, torturar, atormentar.
No futebol, o verbo torcer - do qual deriva torcedor - designa a ação de estimular os jogadores do time com gritos, palmas, gestos de mãos e braços, coreografias e cantos, em pleno estádio, como forma de somar, de contribuir, de participar do esforço dos atletas em campo na superação aos adversários e na busca da vitória. Nesse contexto, a vaia é essencial para inibir e atrapalhar o time inimigo quando está de posse da bola, no intuito de atrapalhá-lo e impedir que faça gol.
A palavra "torcedor" é específica da linguagem brasileira. Como termo fiel ao sentido etimológico, o torcedor distorce os fatos, falseia a verdade. É movido apenas pela paixão, pelo coração, pelo fanatismo, o que o torna incapaz de uma visão racional dos fatos, uma visão isenta e imparcial. O torcedor, na verdade, vê apenas o que lhe é favorável. Por seu amor incondicional ao clube do qual é simpatizante e seguidor, desvirtua as notícias para que fiquem a seu favor. Daí se explicam as intermináveis discussões entre torcedores de times opostos, cada qual tentando fazer prevalecer a sua versão como se fosse a verdadeira e única. O jogo, as jogadas, os episódios em campo, a atuação do juiz e seus auxiliares, o trajeto da bola, as infrações, os impedimentos, os gols, enfim tudo o que aconteceu em campo faz parte de uma realidade registrada pela televisão, pelos narradores, vista por todos. O torcedor, todavia, apenas vê o que lhe interessa, o que lhe é favorável, o que vai ao encontro do seu fanatismo.
Os próprios jornalistas de esporte - narradores, repórteres, analistas, cronistas - cuja função é o relato fiel e simples dos fatos, muitas vezes, são traídos pelo coração e assumem condição de torcedores, de forma camuflada ou mais evidente. Para fazer essa constatação é só ler, por exemplo, os jornais de duas cidades, numa segunda-feira, após um embate dominical de dois times de localidades diferentes. O jornal de cada cidade, via de regra, apresentará uma versão do jogo mais favorável ao clube local. Ou seja, o jogo é um só para ambos, mas a visão e o relato serão diferentes.
O torcedor, por ser um aficionado admirador e simpatizante do clube de seu coração, só tem olhos para os seus jogadores, para as façanhas de seu time. O futebol, em nosso país, tem as torcidas mais fanáticas, com certeza, do que qualquer outro esporte. Ele move multidões.
Além disso, é uma fonte de riqueza, de emprego, essencial para a economia. Por isso merece um tratamento com maior profissionalismo, por parte de dirigentes, imprensa e atletas. Ao torcedor cabe o papel de "torcer", pois ele é a razão de ser do clube. Ao torcedor pertence o clube. Tudo, porém, com respeito ao adversário, sem brigas, sem guerras. O futebol é apenas um esporte e como tal não pode ser motivo de brigas, de mortes. Há um limite para o ato de torcer, que é o respeito ao direito do torcedor adversário de também estimular o seu time. Nesse caso, os verdadeiros torcedores devem ter o chamado espírito esportivo, que é a capacidade de reconhecer quando o adversário teve melhor desempenho e conquistou a vitória com legitimidade nas quatro linhas. Aliás, a esportividade – levar na esportiva - deve ser um exemplo que parte dos atletas em campo e dos dirigentes em suas manifestações, contribuindo, assim, para que os torcedores apenas exerçam o papel que lhes cabe pela própria definição da palavra, já referida acima, e respeitem aqueles que o fazem pelo clube oponente. Essa é a graça do esporte, motivo de lazer e de diversão, de rivalidade sadia, esta última contribuindo para o aperfeiçoamento. Enfim, um embate de atletas em campo, com lisura e dentro das regras estabelecidas, e um confronto de torcidas, com palmas, hinos, cantos, coreografias. Eis aí a graça de torcer, de suplantar o torcedor adversário, numa disputa saudável, sem agressão verbal ou física.
Termo oriundo do latim, do verbo "torquere", com o seguinte significado original: torcer, desvirtuar, distorcer, adulterar, tornar, virar, torturar, atormentar.
No futebol, o verbo torcer - do qual deriva torcedor - designa a ação de estimular os jogadores do time com gritos, palmas, gestos de mãos e braços, coreografias e cantos, em pleno estádio, como forma de somar, de contribuir, de participar do esforço dos atletas em campo na superação aos adversários e na busca da vitória. Nesse contexto, a vaia é essencial para inibir e atrapalhar o time inimigo quando está de posse da bola, no intuito de atrapalhá-lo e impedir que faça gol.
A palavra "torcedor" é específica da linguagem brasileira. Como termo fiel ao sentido etimológico, o torcedor distorce os fatos, falseia a verdade. É movido apenas pela paixão, pelo coração, pelo fanatismo, o que o torna incapaz de uma visão racional dos fatos, uma visão isenta e imparcial. O torcedor, na verdade, vê apenas o que lhe é favorável. Por seu amor incondicional ao clube do qual é simpatizante e seguidor, desvirtua as notícias para que fiquem a seu favor. Daí se explicam as intermináveis discussões entre torcedores de times opostos, cada qual tentando fazer prevalecer a sua versão como se fosse a verdadeira e única. O jogo, as jogadas, os episódios em campo, a atuação do juiz e seus auxiliares, o trajeto da bola, as infrações, os impedimentos, os gols, enfim tudo o que aconteceu em campo faz parte de uma realidade registrada pela televisão, pelos narradores, vista por todos. O torcedor, todavia, apenas vê o que lhe interessa, o que lhe é favorável, o que vai ao encontro do seu fanatismo.
Os próprios jornalistas de esporte - narradores, repórteres, analistas, cronistas - cuja função é o relato fiel e simples dos fatos, muitas vezes, são traídos pelo coração e assumem condição de torcedores, de forma camuflada ou mais evidente. Para fazer essa constatação é só ler, por exemplo, os jornais de duas cidades, numa segunda-feira, após um embate dominical de dois times de localidades diferentes. O jornal de cada cidade, via de regra, apresentará uma versão do jogo mais favorável ao clube local. Ou seja, o jogo é um só para ambos, mas a visão e o relato serão diferentes.
O torcedor, por ser um aficionado admirador e simpatizante do clube de seu coração, só tem olhos para os seus jogadores, para as façanhas de seu time. O futebol, em nosso país, tem as torcidas mais fanáticas, com certeza, do que qualquer outro esporte. Ele move multidões.
Além disso, é uma fonte de riqueza, de emprego, essencial para a economia. Por isso merece um tratamento com maior profissionalismo, por parte de dirigentes, imprensa e atletas. Ao torcedor cabe o papel de "torcer", pois ele é a razão de ser do clube. Ao torcedor pertence o clube. Tudo, porém, com respeito ao adversário, sem brigas, sem guerras. O futebol é apenas um esporte e como tal não pode ser motivo de brigas, de mortes. Há um limite para o ato de torcer, que é o respeito ao direito do torcedor adversário de também estimular o seu time. Nesse caso, os verdadeiros torcedores devem ter o chamado espírito esportivo, que é a capacidade de reconhecer quando o adversário teve melhor desempenho e conquistou a vitória com legitimidade nas quatro linhas. Aliás, a esportividade – levar na esportiva - deve ser um exemplo que parte dos atletas em campo e dos dirigentes em suas manifestações, contribuindo, assim, para que os torcedores apenas exerçam o papel que lhes cabe pela própria definição da palavra, já referida acima, e respeitem aqueles que o fazem pelo clube oponente. Essa é a graça do esporte, motivo de lazer e de diversão, de rivalidade sadia, esta última contribuindo para o aperfeiçoamento. Enfim, um embate de atletas em campo, com lisura e dentro das regras estabelecidas, e um confronto de torcidas, com palmas, hinos, cantos, coreografias. Eis aí a graça de torcer, de suplantar o torcedor adversário, numa disputa saudável, sem agressão verbal ou física.
Fanático
Aquele que acredita inspirado pelo espírito divino; que tem zelo excessivo pela religião, intolerante; que se mostra com demasiada devoção, quase cega; apreciador apaixonado, exaltado. Daí surgem os chamados fundamentalistas, que fazem de seu fanatismo religioso uma militância até a morte.
Em futebol, sempre se diz que o torcedor é fanático. O termo foi associado a esse e outros esportes, dada a cega paixão que move os adeptos de uma agremiação, particularmente em cidades ou regiões onde há grande rivalidade entre clubes. A origem, no entanto, vincula-se ao aspecto religioso, à divindade, como atesta a etimologia. Do latim “fanaticus”, que pertence ao templo, que é inspirado pelos deuses; por sua vez, de “fanum”, templo, santuário, lugar sagrado.
No sentido pejorativo, fanático assume o significado de louco, furioso, delirante, irracional.
Aquele que acredita inspirado pelo espírito divino; que tem zelo excessivo pela religião, intolerante; que se mostra com demasiada devoção, quase cega; apreciador apaixonado, exaltado. Daí surgem os chamados fundamentalistas, que fazem de seu fanatismo religioso uma militância até a morte.
Em futebol, sempre se diz que o torcedor é fanático. O termo foi associado a esse e outros esportes, dada a cega paixão que move os adeptos de uma agremiação, particularmente em cidades ou regiões onde há grande rivalidade entre clubes. A origem, no entanto, vincula-se ao aspecto religioso, à divindade, como atesta a etimologia. Do latim “fanaticus”, que pertence ao templo, que é inspirado pelos deuses; por sua vez, de “fanum”, templo, santuário, lugar sagrado.
No sentido pejorativo, fanático assume o significado de louco, furioso, delirante, irracional.
Corneteiro
Torcedor que proclama a vitória com alarde, fazendo, inclusive, provocação aos torcedores contrários. Também designa o torcedor sempre insatisfeito, que critica constantemente os jogadores de seu time e chama o técnico de burro. Até em dia de treino, marca a sua presença nos estádios para cornetear determinados atletas e mostrar sua insatisfação.
O termo corneteiro vem de boi-corneta, animal que possui apenas um chifre. Dizem os boiadeiros que esse boi tem fama de desordeiro, desobediente e de criar confusão no meio da manada. Com os mugidos e a desordem, parece que está tentando compensar o defeito físico de possuir apenas um chifre e, assim, chamar a atenção dos demais sobre si, impondo-se pela rebeldia. Muitas vezes, seu comportamento desordeiro provoca o estouro da boiada e trabalho redobrado para os peões reunirem a manada.
Torcedor que proclama a vitória com alarde, fazendo, inclusive, provocação aos torcedores contrários. Também designa o torcedor sempre insatisfeito, que critica constantemente os jogadores de seu time e chama o técnico de burro. Até em dia de treino, marca a sua presença nos estádios para cornetear determinados atletas e mostrar sua insatisfação.
O termo corneteiro vem de boi-corneta, animal que possui apenas um chifre. Dizem os boiadeiros que esse boi tem fama de desordeiro, desobediente e de criar confusão no meio da manada. Com os mugidos e a desordem, parece que está tentando compensar o defeito físico de possuir apenas um chifre e, assim, chamar a atenção dos demais sobre si, impondo-se pela rebeldia. Muitas vezes, seu comportamento desordeiro provoca o estouro da boiada e trabalho redobrado para os peões reunirem a manada.
Flauta – Tocar flauta
Tocar flauta, no esporte, é vangloriar-se diante do torcedor adversário, destacando as qualidades do time frente ao perdedor. Faz parte do futebol e da paixão dos torcedores, particularmente depois de grandes embates e de conquistas e vitórias de um time sobre seu oponente. Cabe ao perdedor levar a flauta na esportiva e esperar pela recuperação de seu time e, então, ir para a desforra, sem violência, sem ofensas, apenas na boa flauta.
Tocar flauta, no esporte, é vangloriar-se diante do torcedor adversário, destacando as qualidades do time frente ao perdedor. Faz parte do futebol e da paixão dos torcedores, particularmente depois de grandes embates e de conquistas e vitórias de um time sobre seu oponente. Cabe ao perdedor levar a flauta na esportiva e esperar pela recuperação de seu time e, então, ir para a desforra, sem violência, sem ofensas, apenas na boa flauta.
Levar na esportiva
Qualidade do verdadeiro esportista. Nesse caso, prevalece o espírito esportivo, a esportividade, levar na esportiva, característica de quem respeita as regras, sabe ganhar e perder com classe e elegância. Vale para os atletas, para dirigentes e torcedores. Afinal o futebol é apenas um esporte e não uma guerra. Em período em que se realizam vários grenais para a decisão do campeonato gaúcho, quando a rivalidade entre gremistas e colorados aflora ainda mais que o comum, é salutar que se evitem provocações desleais, violentas, discriminatórias. Que predomine a boa convivência e a flauta salutar, sem exageros de qualquer das partes. O futebol mexe com paixões. Não pode, porém, gerar a ofensa e a violência. Se para a massa torcedora é paixão, coração, fanatismo, para os atletas é profissão e, para uma minoria, um grande negócio, uma fonte de muitas rendas.
Qualidade do verdadeiro esportista. Nesse caso, prevalece o espírito esportivo, a esportividade, levar na esportiva, característica de quem respeita as regras, sabe ganhar e perder com classe e elegância. Vale para os atletas, para dirigentes e torcedores. Afinal o futebol é apenas um esporte e não uma guerra. Em período em que se realizam vários grenais para a decisão do campeonato gaúcho, quando a rivalidade entre gremistas e colorados aflora ainda mais que o comum, é salutar que se evitem provocações desleais, violentas, discriminatórias. Que predomine a boa convivência e a flauta salutar, sem exageros de qualquer das partes. O futebol mexe com paixões. Não pode, porém, gerar a ofensa e a violência. Se para a massa torcedora é paixão, coração, fanatismo, para os atletas é profissão e, para uma minoria, um grande negócio, uma fonte de muitas rendas.
Palavra do Editor:
Espero que tenham gostado texto...Já estou recrutando os apaixonados. Em breve os fanaticos começaram a postar...
Adriano Moraes Silva

Ei jose sou fanatico cruzeirense e gostaria q vc postasse algo sobre rivalidade.
ResponderExcluirOLÁ AMIGO...
ResponderExcluirVOU POSTAR SIM...
O PROXIMO POST SERÁ SOBRE RIVALIDADE...
OBRIGAO PELA PARTICIPAÇÃO...
ABRAÇOS
ADRIANO MORAES SILVA
EDITOR DO BLOG