por André Rocha, Blog Olho Tático
A justiça tardia e o sonho dos bávaros
Equipes no 4-2-3-1 com muita movimentação dos quartetos ofensivos e apoio dos volantes para fugir da marcação encaixada.
O Bayern de Munique teve a chance de definir o confronto durante os noventa minutos no Santiago Bernabéu. Depois dos dois gols de Cristiano Ronaldo que incendiaram o estádio e premiaram a intensidade do time de Mourinho nos primeiros quinze minutos, os bávaros foram muito mais consistentes e ousados que o Real quando visitou a Allianz Arena.
Antes mesmo de Robben igualar a semifinal de pênalti, o time alemão já tinha perdido gol incrível com o próprio holandês em centro de Alaba, lateral-esquerdo que sofreu com a pressão do adversário pelo seu setor, mas depois se firmou no jogo.
Assim como o Bayern, que teve superioridade na posse de bola (54%) e concluiu mais – 17 a 13. Ao longo do tempo normal, e também do extra, os comandados de Jupp Heynckes foram mais organizados e rondaram a área merengue com intensa movimentação do trio de meias atrás de Mario Gomez. O treinador novamente apostou na força coletiva e fez apenas a mudança protocolar, mandando a campo Thomas Muller. Desta vez na vaga do exausto Ribéry.
Mourinho usou seu banco mais qualificado, mas pouco acrescentou ao time com Kaká, Higuaín e Granero nas vagas de Di María, Ozil e Benzema. O Real seguiu no 4-2-3-1 que encaixava com o mesmo sistema do adversário, perdeu mobilidade na frente e também o duelo no meio-campo.
As entradas de Kaká, Granero e Higuaín não alterou o desenho tático nem acrescentou força ofensiva ao Real; Heynckes trocou Ribéry por Muller e seguiu rondando a área adversária.
Luiz Gustavo, Schweinsteiger e Toni Kroos marcavam, muitas vezes na intermediária do oponente, e jogavam, acionando os meias pelos lados ou diretamente Mario Gomez, que incomodou Pepe e Sergio Ramos com seu jogo físico e teve pelo menos duas chances de definir a classificação.
Ficou para a decisão por pênaltis. Neuer e Casillas brilharam, Kaká e Cristiano Ronaldo decepcionaram, Kroos e Lahm falharam e Sergio Ramos chutou pelos ares as chances do décimo título do Real. A cobrança precisa do redivivo Schweinsteiger fez justiça, ainda que tardia, ao melhor time nos mais de 210 minutos.
As ausências dos suspensos Badstuber, Alaba e Luiz Gustavo fragilizam elenco limitado e equilibram as forças com o também desfalcado Chelsea na final “improvável”, sem os gigantes espanhois. Ainda assim, o Bayern de Munique realiza o sonho de decidir em seu estádio e ganha status de favorito natural para a quinta conquista do principal torneio continental.
por André Rocha, Blog Olho Tático


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